quinta-feira, 15 de abril de 2010

Houve/ouve

HOUVE é uma flexão do verbo HAVER.
OUVE é uma flexão do verbo OUVIR.

Exemplos:  
Houve muita confusão na praça.
Apesar da idade, ela ouve muito bem.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Evolução

Que estamos no século 21 eu já sei
Mas quero confirmar as coisas que sempre sonhei
No mundo de hoje há uma nova geração
Mas que muita gente desconhece, sem razão.
Mas eu sei que vou conseguir, eu vou chegar lá
Vou subir, mais alto que todos, ninguém vai me segurar
A evolução chegou em nossa vida
A computação chegou na minha escola
Isso vai melhorar o nosso aprendizado
Temos que nos preparar, com esse mundo globalizado
A procura de empregos está cada vez mais acirrada
Quem tem mais conhecimento, é quem ganha essa parada
Saber mexer num computador te prepara para o futuro
Porque só os fortes sobreviverão no mundo
Se liga no toque que eu vou dar
Se você quer ser alguém na vida, é melhor você estudar
O mundo está evoluindo, já dá pra notar
Telefone fixo já era, agora a moda é o celular
Viver de papai e mamãe, isso já não cola
Se você não ficar esperto, o mundo te devora


Rickson Rodrigues de Sousa
Aluno da 8ª A - EM "Reinaldo Alves Costa" - Ponte Nova-MG

terça-feira, 13 de abril de 2010

Robinho dos Santos





Robson de Souza, o Robinho, é uma das maiores revelações do futebol brasileiro dos últimos tempos. Natural de São Vicente, no litoral de São Paulo, o garoto foi descoberto cedo. Cedo também foi o seu ingresso no futebol profissional. Com apenas 18 anos já conquistou o Campeonato Brasileiro pelo Santos, quando foi o destaque.

A história de Robinho com a bola de futebol - na época, o futsal – começa no extinto Esporte Clube Beira-Mar, que hoje virou uma quadra que leva o nome do craque. Ainda na categoria mamadeira, ele levava os torcedores ao delírio e os seus adversários ao desespero com os já desconcertantes dribles.


Com nove anos, marcou 73 gols numa única temporada no futebol de salão. Descoberto pelo técnico Roberto Antônio dos Santos, o Betinho, o menino rapidamente trocou o salão pelo campo em 1994 e foi defender a Associação Atlética dos Portuários. De lá para as categorias de base do Santos Futebol Clube, vizinho ao Portuários, não demorou quase nada.

Sempre com o companheiro Diego, Robinho, no seu início no Peixe, ainda era coadjuvante. Na primeira vez que a diretoria ligada ao futebol profissional foi ver um jogo da dupla, era Diego quem mais chamava a atenção. Aos poucos, Robinho ganhou notoriedade e, após o título do Campeonato Paulista sub-17 em 2001, subiu junto com o amigo.


Os santistas não acreditavam que uma mesma safra de garotos daria duas jóias ao clube. O atacante ainda ganhou o aval de Pelé, com quem chegou a treinar na época em que o Rei do Futebol coordenou as categorias inferiores do Santos.

Em 2002, enfim, o Brasil conheceu Robinho. Em menos de um ano, ele deixou de ser promessa para se tornar uma grata realidade do futebol brasileiro. Naquele Campeonato Brasileiro, ajudou o Santos a quebrar uma série de 18 anos sem títulos. Na decisão, contra o maior rival e principal vítima – o Corinthians, Robinho reinou.

Além de fazer gol, mostrou o seu cartão de visita: as famosas pedaladas, drible que o deixou ainda mais em evidência. Em 2003, foi vice-campeão da Copa Libertadores da América. No ano seguinte, voltou a comandar o Santos em mais uma conquista do Brasileirão. Robinho resgatou a alegria que o brasileiro estava acostumado e com saudade no futebol.


Depois de conquistar o Brasil, chegava a hora de buscar novos horizontes. Seu ex-técnico no Santos, Vanderlei Luxemburgo, foi quem abriu as portas da Europa para ele e contratou Robinho para o Real Madrid. Ao chegar à Espanha, o ex-santista já herdou a camisa 10 de um dos mais consagrados times de futebol do mundo.

Pela Seleção Brasileira, Robinho ainda é praticamente um novato. Após o fracasso do Brasil na Copa do Mundo da Alemanha, quando ele teve poucas oportunidades, o atacante é praticamente nome certo em todas as convocações da CBF e deve seguir assim, e como titular, até o próximo Mundial.


Em 1 de setembro de 2008, Robinho completou uma mudança para Manchester City.


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mapas

Mapa Mundi

Mapa Mundi - Político




Mapa do Continente Americano

Mapa da América do Sul - Político
OBS.: Neste mapa a palavra Brasil está escrita com Z ao invés de S. Isso acontece porque, em inglês a palavra Brasil é escrita com Z. POR FAVOR, BRASILEIROS, ESCREVA BRASIL COM S.


Mapa do Brasil - Estados e Regiões


Mapa do Brasil - Estados


Mapa do Brasil - Hidrografia


Mapa do Brasil - Relevo

Minas Gerais - no Brasil



Minas Gerais - Regiões Administrativas

Mapa de Itanhandu







ATENÇÃO:
No site http://www.suapesquisa.com/mapas você encontra muitos mapas que podem enriquecer sua pesquisa e seu conhecimento.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Martin Luther King Jr.

Nome completo: Martin Luther King, Jr.
Nascimento: 15 de janeiro de 1929 - Atlanta, GA - Estados Unidos
Morte: 4 de abril de 1968 (39 anos) - Memphis, TN - Estados Unidos
Ocupação: Pastor protestante e ativista político
Prêmios Nobel da Paz (1964)

Martin Luther King, Jr. (Atlanta, 15 de janeiro de 1929 — Memphis, 4 de abril de 1968) foi um pastor protestante e ativista político estadunidense. Membro da Igreja Batista, tornou-se um dos mais importantes líderes do activismo pelos direitos civis (para negros e mulheres, principalmente) nos Estados Unidos e no mundo, através de uma campanha de não-violência e de amor para com o próximo. Se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz em 1964, pouco antes de seu assassinato. O seu discurso mais famoso e lembrado é "Eu Tenho Um Sonho".

Vida familiar
Luther King Jr. nasceu em Atlanta, filho de Martin Luther King que era agricultor e Alberta Williams King que era pastora. Graduou-se no Morehouse College, em 1948, com um bacharelado em sociologia. No Morehouse, teve como mentor Benjamin Mays, um ativista dos direitos civis. Em 1951 viria a formar-se no Seminário Teológico Crozer, em Chester, Pensilvânia, e em 1954 se tornou pastor da Igreja Batista, em Montgomery, Alabama. Em 1955 recebeu um PhD em Teologia Sistemática pela Universidade de Boston, razão do uso comum do título de doutor.

Casamento e filhos
Luther King casou-se com Coretta Scott King (27 de Abril de 1927 - 30 de Janeiro de 2006) em 18 de Junho de 1953. O pai de King realizou a cerimónia de casamento na casa dos pais de Scott em Marion, Alabama. King e a sua esposa tiveram quatro filhos.Todos os quatro filhos de King seguiram os passos do pai como activistas de direitos civis, apesar de que as opiniões e crenças sejam bastante diferentes entre eles.

Ativismo político
Em 1955, Rosa Parks, uma mulher negra, se negou a dar seu lugar em um ônibus para uma mulher branca e foi presa. Os líderes negros da cidade organizaram um boicote aos ônibus de Montgomery para protestar contra a segregação racial em vigor no transporte. Durante a campanha de 381 dias, co-liderada por King, muitas ameaças foram feitas contra a sua vida, foi preso e viu sua casa ser atacada. O boicote foi encerrado com a decisão da Suprema Corte Americana em tornar ilegal a discriminação racial em transporte público.

Depois dessa batalha, Martin Luther King participou da fundação da Conferência de Liderança Cristã do Sul (CLCS, ou em inglês, SCLC, Southern Christian Leadership Conference), em 1957. A CLCS deveria organizar o ativismo em torno da questão dos direitos civis. King manteve-se à frente da CLCS até sua morte, o que foi criticado pelo mais democrático e mais radical Comitê Não-Violento de Coordenação Estudantil (CNVCE, ou em inglês, SNCC, Student Nonviolent Coordinating Committee). O CLCS era composto principalmente por comunidades negras ligadas a igrejas Batistas. King era seguidor das idéias de desobediência civil não-violenta preconizadas por Mohandas Gandhi (líder político indiano também conhecido como Mahatma Gandhi), e aplicava essas idéias nos protestos organizados pelo CLCS. King acertadamente previu que manifestações organizadas e não-violentas contra o sistema de segregação predominante no sul dos EUA, atacadas de modo violento por autoridades racistas e com ampla cobertura da mídia, iriam criar uma opinião pública favorável ao cumprimento dos direitos civis; e essa foi a ação fundamental que fez do debate acerca dos direitos civis o principal assunto político nos EUA a partir do começo da década de 1960.

Martin Luther King Jr. profere o seu famoso discurso "Eu tenho um sonho" em março de 1963 frente ao Memorial Lincoln em Washington, durante a chamada "marcha pelo emprego e pela liberdade".Ele organizou e liderou marchas a fim de conseguir o direito ao voto, o fim da segregação, o fim das discriminações no trabalho e outros direitos civis básicos. A maior parte destes direitos foi, mais tarde, agregada à lei estado-unidense com a aprovação da Lei de Direitos Civis (1964), e da Lei de Direitos Eleitorais (1965).

King e o CLCS escolheram com grande acerto os princípios do protesto não-violento, ainda que como meio de provocar e irritar as autoridades racistas dos locais onde se davam os protestos - invariavelmente estes últimos retaliavam de forma violenta. O CLCS também participou dos protestos em Alabany (1961-2), que não tiveram sucesso devido a divisões no seio da comunidade negra e também pela reação prudente das autoridades locais; a seguir participou dos protestos em Birmingham (1963), e do protesto em St. Augustine (1964). King, o CLCS e o CNVCE uniram forças em dezembro de 1964, no protesto ocorrido na cidade de Selma.

Em 14 de outubro de 1964 King se tornou a pessoa mais jovem a receber o Nobel da Paz, que lhe foi outorgado em reconhecimento à sua liderança na resistência não-violenta e pelo fim do preconceito racial nos Estados Unidos.

Com colaboração parcial do CNVCE, King e o CLCS tentaram organizar uma marcha desde Selma até a capital do Alabama, Montgomery, a ter início dia 25 de março de 1965. Já haviam ocorrido duas tentativas de promover esta marcha, a primeira em 7 de março e a segunda em 9 de março.

Na primeira, marcharam 525 pessoas por apenas 6 blocos; a intervenção violenta da polícia interrompeu a marcha. As imagens da violência foram transmitidas para todo o país, e o dia ganhou o apelido de Domingo Sangrento. King não participou desta marcha: encontrava-se em negociações com o presidente estado-unidense, e não deu sua aprovação para a marcha tão precoce.

A segunda marcha foi interrompida por King nas proximidades da ponte Pettus, nos arredores de Selma, uma ação que parece ter sido negociada antecipadamente com líderes das cidades seguintes. Este ato tresloucado causou surpresa e indignação de muitos ativistas locais.

A marcha finalmente se completou na terceira tentativa (25 de março de 1965), com a permissão e apoio do presidente Lyndon Johnson. Foi durante esta marcha que Stokely Carmichael (futuro líder dos Panteras Negras) criou a expressão "Black Power".

Antes, em 1963, King foi um dos organizadores da marcha em Washington, que inicialmente deveria ser uma marcha de protesto, mas depois de discussões com o então presidente John F. Kennedy, acabou se tornando quase que uma celebração das conquistas do movimento negro (e do governo) - o que irritou bastante ativistas mais radicais e menos ingênuos.

A partir de 1965 o líder negro passou a duvidar das intenções estadunidenses na Guerra do Vietnã. Em fevereiro e novamente em abril de 1967, King fez sérias críticas ao papel que os EUA desempanhavam na guerra. Em 1968 King e o SCLC organizaram uma campanha por justiça sócio-econômica, contra a pobreza (a Campanha dos Pobres), que tinha por objetivo principal garantir ajuda para as comunidades mais pobres do país.

Também deve ser destacado o impacto que King teve nos espetáculos de entretenimento popular. Ele conversou com a atriz negra do seriado Star Trek original, Nichelle Nichols, quando ela ameaçava sair do programa. Nichelle acreditava que o papel não estava ajudando em nada sua carreira e que o estúdio a tratava mal, mas King a convenceu de que era importante para o negro ter um representante num dos programas mais populares da televisão.

Martin Luther King era odiado por muitos segregacionistas do sul, o que culminou em seu assassinato no dia 4 de abril de 1968, momentos antes de uma marcha, num hotel da cidade de Memphis. James Earl Ray confessou o crime, mas anos depois repudiou sua confissão. A viúva de King, Coretta Scott King, junto com o restante da família do líder, venceu um processo civil contra Loyd Jowers, um homem que armou um escândalo ao dizer que lhe tinham oferecido 100 mil dólares pelo assassinato de King.
Em 1986 foi estabelecido um feriado nacional nos EUA para homenagear Martin Luther King, o chamado Dia de Martin Luther King - sempre na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário de King. Em 1993, pela primeira vez, o feriado foi cumprido em todos os estados do país.


Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Benedita da Silva

59ª Governadora do Rio de Janeiro
Mandato: de 6 de abril de 2002 a 1 de janeiro de 2003
Senadora do Brasil pelo Rio de Janeiro
Mandato: 1995 - 1998
Deputada Federal do Brasil pelo Rio de Janeiro
Mandato: 1986 - 1994
Vereadora do Rio de Janeiro
Mandato: 1986 - 1994

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Nascimento: 26 de abril de 1942  - Rio de Janeiro

Partido: PT

Profissão: Assistente social

Origens:

Benedita Sousa da Silva Sampaio (Rio de Janeiro, 26 de abril de 1942) é uma política brasileira, tendo sido Governadora do Rio de Janeiro.

Benedita da Silva nasceu em 1942 no cidade do Rio de Janeiro, e viveu, durante 57 anos, no Morro do Chapéu Mangueira no Leme[1].

É formada como auxiliar de enfermagem, e tem diploma universitário no curso de Serviço Social. É casada com o ator Antônio Pitanga, que é pai de Camila e Rocco Pitanga.

Carreira política

Iniciou sua carreira política ao se eleger vereadora em 1982, após militância na Associação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro. Em 1986, foi eleita deputada federal, cargo para o qual se reelegeu em 1990.

Na Legislatura de 1987-1991, Benedita participou da Assembleia Nacional Constituinte, onde atuou como titular da Subcomissão dos Negros, das Populações Indígenas e Minorias. Em seguida, passou à Comissão de Ordem Social e da Comissão dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher. Em 1992, tida como favorita para vencer as eleições para a prefeitura do Rio terminou o primeiro turno na frente, mas foi derrotada no segundo turno por César Maia. Em 1994, tornou-se a primeira mulher negra a ocupar uma vaga no Senado.

Foi eleita vice-governadora do Rio de Janeiro em 1998 na chapa de Anthony Garotinho. Para assumir o cargo, renunciou ao mandato de Senadora, que só terminaria em 2002 - assumiu o suplente Geraldo Cândido.

Com a renúncia de Anthony Garotinho para concorrer à Presidência da República assumiu o governo em abril de 2002, tornando-se a primeira mulher negra a governar um Estado brasileiro.

Foi candidata a reeleição, mas foi derrotada ainda no primeiro turno por Rosinha Garotinho, mulher do ex-governador Anthony Garotinho.

Seu governo tampão foi marcado por forte crise financeira e troca de acusações entre ela e seu antecessor pela responsabilidade nos rombos do governo - o TCE-RJ reprovou as contas do Exercício de 2002.

"Segundo os conselheiros, as duas administrações descumpriram as constituições Federal e Estadual, e violaram a Lei de Responsabilidade Fiscal" [2].

Em 2001, presidiu a Conferência Nacional de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas, que reuniu mais de dez mil pessoas de todo país, entre lideranças de ONGs e governos.

Com a eleição de Lula para a presidência do Brasil, assumiu a Secretaria Especial da Assistência e Promoção Social, com status ministerial.

Deixou o Governo sob polêmica após usar recursos públicos em um evento religioso na Argentina. Devolveu o valor das diárias e das passagens.
Desde janeiro de 2007, é Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, do Governo Sérgio Cabral Filho.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Milton Gonçalves

Milton Gonçalves (Monte Santo MG 1934). Ator. Integrante do Teatro de Arena de São Paulo, participa da definição das bases da companhia, tanto no que diz respeito à linha interpretativa quanto na fundação do Seminário de Dramaturgia, atuando em seus mais importantes espetáculos. Hoje mais assíduo no cinema e na televisão, é freqüentemente convidado para debates, demonstrando preocupação com questões políticas e sociais, do teatro e do país.

Depois de iniciar sua carreira no teatro amador e no teatro infantil, ingressa no elenco do Teatro de Arena, estreando em Ratos e Homens, de Steinbeck, com direção de Augusto Boal, em 1956. A vivacidade cênica e o talento revelados desde o início, a identificação com a proposta popular do grupo e seu interesse pelos métodos de preparo de ator desenvolvidos por Boal, contribuem para garantir-lhe um lugar de destaque na equipe, na qual ele exerce variadas funções. É, também, um assíduo freqüentador dos cursos e laboratórios promovidos pelo Arena, e membro fundador do seu Seminário de Dramaturgia. Entre os seus desempenhos no Arena destacam-se: Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, com direção de José Renato, 1958, na criação da personagem Bráulio; e - sob a direção de Augusto Boal - Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho, 1959; Revolução na América do Sul, de Augusto Boal, 1960; Pintado de Alegre, de Flávio Migliaccio, e O Testamento do Cangaceiro, de Chico de Assis, 1961; A Mandrágora, de Maquiavel, no papel de Ligúrio, 1962; Arena Conta Zumbi, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, 1965.

No Teatro Experimental do Negro de São Paulo, faz uma rápida passagem como autor de Sucata. No Teatro Nacional de Comédia, TNC, faz As Aventuras de Ripió Lacraia, de Chico de Assis, 1963. No Teatro Jovem, participa de América Injusta, de Martin B. Duberman, com direção de Nelson Xavier, 1966. Faz parte do elenco de Barrela, de Plínio Marcos, dirigido por Luiz Carlos Maciel, cuja montagem é proibida pela censura, em 1968. No mesmo ano, participa da criação de um outro espetáculo sobre um texto do mesmo autor, Jornada de Um Imbecil Até o Entendimento, no Grupo Opinião.

Atua, na montagem ousada de Paulo Afonso Grisolli, no musical Alice no País Divino Maravilhoso, de Sidney Miller, Paulo Afonso Grisolli, Tite de Lemos, Luiz Carlos Maciel e Marcos Flaksman,1970. Integra o elenco de A Farsa da Boa Preguiça, de Ariano Suassuna, dirigido por Luiz Mendonça, numa produção do Grupo Chegança, 1975.

Em 1980 realiza uma das suas interpretações mais comoventes, como o cantor de Os Órfãos de Jânio, de Millôr Fernandes, encenado por Sergio Britto, no Teatro dos Quatro; desempenho que contribui para que lhe seja outorgado, em 1981, o Prêmio Estácio de Sá, pelos serviços prestados ao teatro carioca.

Na década de 80, quando sua presença no palco torna-se mais esporádica, participa do musical Vargas, de Dias Gomes, encenação de Flávio Rangel, 1983, e de Orfeu da Conceição, de Vinícius de Morais, em 1989.

Amplia cada vez mais sua atuação no cinema, veículo no qual tem desempenhos destacados em filmes como em Macunaíma, 1969; Eles Não Usam Black-Tie, 1981; Um Trem para as Estrelas, 1987; e trabalha repetidamente também em co-produções internacionais, como O Beijo da Mulher Aranha, 1985; e Luar Sobre Parador, 1988.

Sua presença na televisão é também intensa, em novelas de sucesso da TV Globo, onde também trabalha como diretor de novelas - Escrava Isaura e Irmãos Coragem, entre outras - miniséries e programas humorísticos. Faz, sem maior repercussão, algumas experiências como diretor de teatro, assinando montagens de O Noviço, de Martins Pena; Arena Conta Zumbi, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri; e As Três Moças do Sabonete, de Herbert Daniel. Durante muitos anos exerce, paralelamente às suas atividades como ator, a profissão de radialista; e é também formado em jornalismo, ofício que pratica esporadicamente.

Na década de 90, atua em Master Harold...e os Meninos, de Athol Fugard, 1990, e interpreta Lima Barreto em Lima Barreto ao Terceiro Dia, de Luís Alberto de Abreu, 1995.

O crítico Yan Michalski, na obra inédita Pequena Enciclopédia da Teatro Brasileiro, define o ator: "Intérprete muito espôntaneo, dotado de forte simpatia em cena e de voz envolvente, ele canaliza suas capacidades inatas para composições intelectualmente bem amparadas e detalhadas dos seus papéis. Nos seus mais de 30 anos de carreira, ele é um dos atores negros mais bem sucedidos nos palcos (e nas telas) do Brasil, tanto em papéis em que a sua cor é uma exigência do 'physique du rôle' como nos que poderiam ser feitos indistintamente por brancos ou pretos. O respeito de que goza no meio e a firmeza das suas atividades valem-lhe uma informal posição de liderança entre os artistas cênicos negros do país".( MICHALSKI, Yan. Milton Gonçalves. In: _________. PEQUENA Enciclopédia do Teatro Brasileiro Contemporâneo. Material inédito, elaborado em projeto para o CNPq. Rio de Janeiro, 1989.)