sexta-feira, 4 de março de 2011

A Foca - Poesia musicada

Quer ver a foca
Ficar feliz?
É por uma bola
No seu nariz.

Quer ver a foca
Bater palminha?
É dar a ela
Uma sardinha.

Quer ver a foca
Comprar uma briga?
É espetar ela
Na barriga!

Lá vai a foca
Toda arrumada
Dançar no circo
Pra garatoda.

Lá vai a foca
Subindo a escada
Depois descendo
Desengonçada.

Quanto trabalha
A coitadinha
Pra garantir
Sua sardinha.

Composição: Vinicius de Moraes & Toquinho

Vinícius de Moraes (1913-1980)

       Marcus Vinícius de Melo Moraes nasceu no Rio de Janeiro (RJ) em 1913. Bacharel em Letras, formou-se também em Direito no mesmo ano em que estreou como escritor: 1933. Em 1953 compôs seu primeiro samba: era o início da atividade que iria absorvê-lo.
     Alguns anos depois, convidou Tom Jobim para fazer a música do espetáculo "Orfeu da Conceição", peça de sua autoria, que viraria depois o filme "Orfeu Negro", premiado com a Palma de Ouro no festival de Cannes. Tornou-se um dos mais populares compositores do Brasil.
     No disco "Canção do amor demais", com músicas dele e de Jobim ouvia-se, pela primeira vez, a batida da bossa-nova no violão de João Gilberto, acompanhando a  cantora Elizete Cardoso na música "Chega de saudade", marco inicial do movimento. "Garota de Ipanema", de 1962, é a música brasileira mais gravada no mundo até hoje. Desligado do Itamarati, dedicou o resto de sua vida à música, ao cinema e a shows, tornando-se um dos mais populares compositores do Brasil.
       Morreu no Rio de Janeiro, em 1980.

Obra

Poesia:
O caminho para a distância (1933);
Forma e exegese (1935);
Ariana, a mulher (1936);
Novos poemas (1938);
Cinco elegias (1943);
Poemas, sonetos e baladas (1946);
Livro de sonetos (1957);
Novos poemas II (1959);
O mergulhador (1965);
A arca de Noé (1970).

Prosa:
O amor dos homens (1960);
Para viver um grande amor (1962)
Para uma menina com uma flor (1966) - crônicas.

Teatro:
Orfeu da Conceição (1955);
Pobre menina rica (1962) - em parceria com Carlos Lyra.

domingo, 1 de agosto de 2010

Esses são os meus desejos de volta às aulas para vocês.Sejam bem vindos!!!!

DESEJO

Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.


Carlos Drummond de Andrade

sábado, 10 de julho de 2010

Dica de leitura: História Meio ao Contrário

Idade:De 8 e 9 anos

Editora:Ática

Autor:Ana Maria Machado

Ilustrador:Renato Alarcão

Páginas:48

Data de Edição: 2006

Este livro foi escrito em 1978, quando você nem era nascido, mas está sendo relançado - o evento oficial é na Bienal do Livro de São Paulo, em março. Ana Maria Machado conta uma história ao contrário, que começa do "e todos foram felizes para sempre". O tal Rei feliz pra sempre era tão feliz que nem se dava conta de que existiam o dia e a noite, e um dia sai gritando pelo castelo, desesperado, que roubaram o sol! Daí pra frente as coisas acontecem de um jeito engraçado: o livro tem tudo que um conto de fadas precisa ter, mas as pessoas e coisas estão em situações bem diferentes das que costumam aparecer nestas histórias.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Destaque: Meio Ambiente


"O meio ambiente é bonito
e temos que cuidar;
jogando lixo no lixo
e não em qualquer lugar!"

autor: Rafael Florentino David 
Escola Municipal "D. Nenem Garcia"
4º ano - prof(a) Márcia

domingo, 6 de junho de 2010

Origem da Festa Junina


Na época da colonização do Brasil, após o ano de 1500, os portugueses introduziram em nosso país muitas características da cultura europeia, como as festas juninas.

Mas o surgimento dessas festas foi no período pré-gregoriano, como uma festa pagã em comemoração à grande fertilidade da terra, às boas colheitas, na época em que denominaram de solstício de verão. Essas comemorações também aconteciam no dia 24 de junho, para nós, dia de São João.
 
Essas festas eram conhecidas como Joaninas e receberam esse nome para homenagear João Batista, primo de Jesus, que, segundo as escrituras bíblicas, gostava de batizar as pessoas, purificando-as para a vinda de Jesus.

Assim, passou a ser uma comemoração da igreja católica, onde homenageiam três santos: no dia 13 a festa é para Santo Antônio; no dia 24, para São João; e no dia 29, para São Pedro.

Os negros e os índios que viviam no Brasil não tiveram dificuldade em se adaptar às festas juninas, pois são muito parecidas com as de suas culturas.

Aos poucos, as festas juninas foram sendo difundidas em todo o território do Brasil, mas foi no nordeste que se enraizou, tornando-se forte na nossa cultura. Nessa região as comemorações são bem acirradas - duram um mês, e são realizados vários concursos para eleger os melhores grupos que dançam a quadrilha. Além disso, proporcionam uma grande movimentação de turistas em seus Estados, aumentando as rendas da região.

Com o passar dos anos, as festas juninas ganharam outros símbolos característicos. Como é realizada num mês mais frio, passaram a acender enormes fogueiras para que as pessoas se aquecessem em seu redor. Várias brincadeiras entraram para a festa, como o pau de sebo, o correio elegante, os fogos de artifício, o casamento na roça, dentre outros, com o intuito de animar ainda mais a festividade.

As comidas típicas dessa festa tornaram-se presentes em razão das boas colheitas na safra de milho. Com esse cereal são desenvolvidas várias receitas, como bolos, caldos, pamonhas, bolinhos fritos, curau, pipoca, milho cozido, canjica, dentre outros.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola